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José Pablo Moncayo García nasceu em Jalisco, Guadalajara em 29 de junho de 1912. Estudou no Conservatório Nacional, ao mesmo tempo que trabalhava como pianista em um café, onde tocava jazz para ganhar a vida. Em 1942 conseguiu uma bolsa para contnuar seus estudos com Copland, conhecido compositor, pianista e regente americano.

Mais tarde formou o "Grupo dos Quatro" – certamente inspirado no "Grupo dos Cinco" russo –, junto com Blas Galindo, Daniel Ayala e Salvador Contreras, grupo instrumental de câmara com o qual continuou trabalhando mesmo quando já era um compositor conhecido.

Foi também percussionista da Orquestra Sinfônica da Cidade do México, enquanto colaborava com as Edições Mexicanas de Música.

Em 1950 tornou-se maestro da Orquestra Sinfônica Nacional, cargo em que permaneceu até 1954. Morreu quatro anos depois, aos 46 anos, em 16 de junho de 1958, na capital mexicana, deixando valiosos trabalhos.




Monacayo pertenceu à segunda geração de compositores mexicanos do século XX, ao lado de Luis Sandi, Daniel Ayala, Blas Galindo e Salvador Contreras.

Deixou importantes obras, das quais devem ser destacadas o Pequeno noturno (1936); Amatzinac (1937); Huapango (1941), uma de suas melhores e mais conhecidas composições; Sinfonia no. 1 (1945); Peças para orquestra (3) (1947); e Homenagem a Cervantes (1947).

Entretanto, a essas obras, poderíamos acrescentar numerosas outras que, embora menores em tamanho, são realmente importantes por sua inspiração e técnica compositiva: Fantasia intocável, Terra de tempestade, Dança dos milhos, Romança das flores de abóbora, Conto da potranca, Homenagem a Carlos Chavez, Muros verdes, Quinteto para flauta e cordas, Canção do mar e a música de cena Terra de temporal.

Pode-se dizer que Moncayo foi um dos últimos compositores nacionalistas do México, um período que teve como nomes mais importantes Chavez, Revueltas, Guisar, Rolón e Ponce – este último já em decadência, com um claro sentimentalismo hipertrofiado – e que Moncayo poderia ter encerrado – estava a caminho de fazê-lo – com uma transição frutífera para as últimas etapas da música contemporânea.

A crítica o exaltou com justiça, julgando que reunia duas tendências aparentemente opostas: "Força e vigor dinâmicos, assim como um lirismo cheio de ternura evocativa".

Seus primeiros passos estavam bem mais próximos do Impressionismo que sobreviveu à morte de Debussy. Entretanto, caso curioso, retornou ao nacionalismo, severo, buscando uma fonte de inspiração que nascia essencialmente de seu amor à natureza e sobretudo, das fontes da cultura indígena.

A sua linha nacionalista tinha cumprido a sua função e estava já em uma fase senil, magra, necessitando de uma clara mudança de rumo. Foi precisamente Moncayo um dos músicos que mais contribuíram para finalizar o período nacionalista, já que, embora tivesse se apoiado nele, o fizera mais buscando uma fonte de inspiração do que uma linha estética, que começou a abandonar.

Mas a prematura morte não lhe deu tempo de resolver o problema para o qual tão valentemente tinha começado a encontrar solução.


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